toró de parpite











{30/09/2008}   Muchas Gracias

“Una película vista por mil personas se pueden convertir en mil películas distintas y todas son legítimas. Muchas gracias por haber enriquecido algo que he hecho en una dirección y que vosotros habéis sabido encontrar y expresar en un montón de direcciones más.”

Pedro Almodóvar
(En el discurso de clausura del Primer Congreso Internacional Pedro Almodóvar celebrado a finales de noviembre de 2003 en Cuenca -España).
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{28/09/2008}   Aaaaaaaaaaaaiiiin!!!

Queria HOJE ir ao cinema ver esse. Mas ele vai chegar… um dia vai.

www.bekindrewind.ie



{28/09/2008}   My favorite things

 

Minha mãe tinha 21 anos e duas gatas. Uma se chamava ESDRÚXULA, a outra CATÁSTROFE. E lembrar disso sempre me deixa feliz.



{27/09/2008}   à la primavera
A nova estação começou às 12:44hs desta segunda-feira 22 de setembro de 2008. (fato.)
O mundo fashion inicia o circuito de desiles da moda primavera/verão 2009 (verão 2010 no brasil) (tamo atrasado.)
Na USP, as árvores estão cheias de flores com a chegada da primavera. (Ufa!!. ainda bem, né?)
A primavera representa a transição entre o inverno e o verão. Durante a estação é comun termos características de ambas as estações: alguns dias frios, alguns diasmais quentes, alguns períodos secos e outros chuvosos. Quanto mais perto do verão, as pancadas de chuva de fim de tarde serão mais fortes e mais frequentes. (granizo. alguém falou em granizo?)
Prefeitura de São Paulo – Festa da Primavera – 2008. Data 26/09, sexta-feira, das 8h00 às 21h00, Rua Antônio Raposo Barreto, 151, no Jardim das Flores (foi ontem…)
Povos antigos realizavam rituais a cada mudança de estação. E os rituais de primavera eram valorizados pro celebrarem a fertilidade , para marcar o início de um período de abundância e generosidade da Mãe Natureza. (os povos modernos nao fazem. taí o resultado.) 
No Brasil, há 30 anos, formalizou-se então o dia 21 de setembro (início da primavera) como o Dia da Árvore. Em Portugal, que fica no hemisfério norte, o Dia da Árvore festeja-se no dia 21 de março. (esclarecimento indispensável.)
Crônicas sobre sentimentos humanos – os mais abstratos  e absurdos – sobre a vida despenteada e sementida, sobre o mundo tresloucado e esdrúxulo… sobre a eterna procura pr um final feliz. www.primaverasemfim,blogspot.com (Ah, num força.)
O Primavera Sound de Barcelona, que começou demolidor nesta quinta, no Parc Forum, um lugar pós-moderno imenso feito basicamente de cimento e vento. (falou, ô, hypado.) 
A primavera se estenderá até o dia 21 de dezembro, quando tem início o  verão no hemisfério sul. (que pena, ela me deixa super de bom humor…)

 



{19/09/2008}   Humpf!

Ainda não sei o que fazer com essa foto. Postei, mas todos os dias mudo o seu título, e me pergunto se alguém mais vê nela alguma beleza.  

Eu gosto. Gosto mesmo.

Ela pode ser só a foto de um espelho velho, no teto do banheiro de um hotel, num prédio muito antigo, numa cidade muito antiga também. E pode-se notar nela a imperícia da fotógrafa. 

Mas esse espelho no teto me fez mais feliz cada vez que eu entrei naquele banheiro. E algumas vezes eu entrei lá e fechei a porta desejando voltar prá casa, nunca ter estado ali.

Desejei, olhando para o espelho – como a bruxa da Branca de Neve, não ser  tão teimosa, saber que era chegada a hora de parar. Ter uma maçã envenenada, também servia (não prá mim, claro!!).

Fato é que esse espelho me fez companhia naquela viagem, e, apesar de revelar impiedosamente cada um dos meus defeitos, não me levou à dolorosa tentaiva de justificá-los, simplemante porque não pretendeu, nem por um segundo, que eu fosse diversa.

Matei a charada. A foto fica.

(Charada devia ser com ‘X’…)



{16/09/2008}   Improv Everywhere

Get Involved!!! www.improveverywhere.com



{15/09/2008}   padaung

Garota padaung com os anéis no pescoço

Padaung é o nome da tribo cujas mulheres são deformadas com esses aneis no pescoço, para se adequarem ao padrão de beleza vigente.  (êita, que dá prá ficar três dias rendendo o assunto. mas outro dia discorro sobre o fato de a sexualização das crianças ocorrer também na Birmânia, e não só aqui, e por causa da Tati Quebra Barraco.)  

Por hora, bastaria um palpite, que daria se tivesse realmente uma opinião sobre isso. Fico entre a concordância com a premissa de que pescoço longo confere à cidadã certa beleza, ou elegância, e a repulsa por processos de deformação física em prol da beleza.

Enfim! Tava só procurando o nome da tribo, e achei a foto linda!! Tái.



{15/09/2008}   E por falar em ‘ais’

III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano! 
Desce mais … inda mais… não pode olhar humano 
Como o teu mergulhar no brigue voador! 
Mas que vejo eu aí… Que quadro d’amarguras! 
É canto funeral! … Que tétricas figuras! … 
Que cena infame e vil… Meu Deus! Meu Deus! Que horror! 

Era um sonho dantesco… o tombadilho  
Que das luzernas avermelha o brilho. 
Em sangue a se banhar. 
Tinir de ferros… estalar de açoite…  
Legiões de homens negros como a noite, 
Horrendos a dançar…

 IV

Negras mulheres, suspendendo às tetas  
Magras crianças, cujas bocas pretas  
Rega o sangue das mães:  
Outras moças, mas nuas e espantadas,  
No turbilhão de espectros arrastadas, 
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente… 
E da ronda fantástica a serpente  
Faz doudas espirais … 
Se o velho arqueja, se no chão resvala,  
Ouvem-se gritos… o chicote estala. 
E voam mais e mais…

Presa nos elos de uma só cadeia,  
A multidão faminta cambaleia, 
E chora e dança ali! 
Um de raiva delira, outro enlouquece,  
Outro, que martírios embrutece, 
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra, 
E após fitando o céu que se desdobra, 
Tão puro sobre o mar, 
Diz do fumo entre os densos nevoeiros: 
“Vibrai rijo o chicote, marinheiros! 
Fazei-os mais dançar!…”

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . . 
E da ronda fantástica a serpente 
          Faz doudas espirais… 
Qual um sonho dantesco as sombras voam!… 
Gritos, ais, maldições, preces ressoam! 
          E ri-se Satanás!…  

Senhor Deus dos desgraçados! 
Dizei-me vós, Senhor Deus! 
Se é loucura… se é verdade 
Tanto horror perante os céus?! 
Ó mar, por que não apagas 
Co’a esponja de tuas vagas 
De teu manto este borrão?… 
Astros! noites! tempestades! 
Rolai das imensidades! 
Varrei os mares, tufão!

V

Quem são estes desgraçados 
Que não encontram em vós 
Mais que o rir calmo da turba 
Que excita a fúria do algoz? 
Quem são?   Se a estrela se cala, 
Se a vaga à pressa resvala 
Como um cúmplice fugaz, 
Perante a noite confusa… 
Dize-o tu, severa Musa, 
Musa libérrima, audaz!…

São os filhos do deserto, 
Onde a terra esposa a luz. 
Onde vive em campo aberto 
A tribo dos homens nus… 
São os guerreiros ousados 
Que com os tigres mosqueados 
Combatem na solidão. 
Ontem simples, fortes, bravos. 
Hoje míseros escravos, 
Sem luz, sem ar, sem razão. . .

(…)

causo: um dia a professora de teatro me deu isso, e me pediu para dizê-lo numa peça de encerramento do semestre do grupo de teatro da escola. eu não fazia parte do grupo, mas ela queria me convencer disso… fiquei TÃO impressionada com as palavras escritas ali (no papel não tinha o nome do autor e eu nunca tinha lido o ‘navio negreiro’, eu tinha 14 anos), que fui. mas pedi que a minha melhor amiga fosse comigo. autorizado, ela foi. eu falava uma, ela falava outra estrofe. cinco peças depois, eu sai do grupo prá fazer vestibular prá direito. e a professora foi lembrada de que eu concordara em participar do grupo de teatro porque ‘queria ser advogada’. sei esse pedaço do poema, até hoje de cor, e continuo achando a parte mais bonita. sinto saudades daquela figura quixotesca, Lúcia Tormin. advogando achei um sem fim de ais… mas, voilá: de alegria também se doi.

 



{15/09/2008}   Ais

.

“Ai daqueles que se amaram
Sem nenhuma briga.
Aqueles que deixaram
Que a mágoa nova
Virasse a chaga antiga

.

Ai daqueles que se amaram
Sem saber que amar é pão feito em casa
E que a pedra só não voa
Porque não quer
Não porque não tem asa.”

.

Paulo Leminski
dele. como sempre, preciso.


{15/09/2008}   Para tirar a teima

Em inglês – elan:

– enthusiastic and assured vigor and liveliness 

– distinctive and stylish elegance

– a feeling of strong eagerness (usually in favor of a person or cause)

 

Em Português – elã:

ímpeto, impulso, precipitação súbita, repentina;

entusiasmo, disposição, paixão;

inspiração;

calor, fervor.

Do Francês: élan  

 

Exatamente o que eu entendia por… mas elã, élan, elan? Continuo achando que devia ser èlan. Portanto, èlan será, prá mim, o meu.



et cetera